sexta-feira, 21 de julho de 2017

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

No final da década de 90, a hoje toda poderosa Frontiers Records ainda estava nas fraldas e um de seus primeiros lançamentos - o décimo, para ser exato - foi o excelente "Heaven", o sexto álbum de material (então) inédito do renomado e já bastante reconhecido Stan Bush. Esse álbum foi o segundo a ter o acompanhamento da Barrage (a primeira vez aconteceu em 1987) e a sonoridade é característica de Mr. Bush, onde as guitarras são o centro das atenções, dividindo espaço com vocais arrasadores. Com uma série de belíssimas canções e um grupo de músicos absolutamente excelentes, "Heaven" marcou época e soa absolutamente contemporâneo, 19 anos após seu lançamento.

O álbum abre com "Hard To Find An Easy Way", um rocker cavalar escrito em parceria com Brett Walker (e originalmente gravado por ele em 1994, no clássico "Nevertheless", cuja resenha pode ser lida aqui) e que retrata perfeitamente a sonoridade característica de Stan Bush, onde camadas de guitarras se sobrepõe impulsionadas por vocais precisamente distribuídos e evidenciados em refrões arrebatadores. Em seguida, "Cross That Line" e "Didn't I" dão continuidade ao desfile do mais tradicional AOR "made in the U.S.A.", corroborando as particularidades da sonoridade que tornou Mr. Bush um dos mais respeitados nomes do universo AOR. Múltiplas audições e volume máximo são absolutamente recomendados para cada uma dessas canções.

Mais cadenciado e envolvente, "Joanna" é um daqueles rockers com estrutura bastante simples e altamente cativantes, com riffs precisos e refrões explosivos, sendo essa uma característica recorrente nos excelentes rockers "Heaven" e "Promises", ambas dignas de múltiplas audições e aquela tradicional falta de moderação que tanto nos agrada.

Na reta final do álbum temos "Dreamin'" e a descomunal "My Father's Son", duas verdadeiras pancadas sonoras que colocam um tremendo sorriso em seu rosto sem que você perceba. Uma dose vital de AOR capaz de fazer hiena parar de rir. Múltiplas e incessantes audições com aquele volume máximo de sempre.

Mas ainda devo mencionar "Beginners Luck" e "Love Don't Come Easy", duas baladas com uma inegável aura oitentista que somente Mr. Bush sabe criar. Arranjos simples, porém muito eficazes, e interpretações certeiras fazem ambas as canções merecedoras de sua total e irrestrita atenção.

O legendário Stan Bush, circa 1997
Em resumo, caríssimas e caríssimos, não tenho receio em apontar "Heaven" como um dos mais consistentes e mais interessantes trabalhos de Stan Bush. Me agrada demais o fato de as características marcantes de sua música permanecerem intactas nesse trabalho e quem conhece seus álbuns pode confirmar. Ainda, as canções reunidas criaram um tracklist poderoso, absurdamente envolvente e de alto nível. Apesar de todos esses predicados, "Heaven" passou batido pelos radares desavisados de muita gente e foi uma conversa na tarde de quarta-feira que me levou a recomendá-lo aqui. Assim sendo, caso você não seja familiarizado com o trabalho de Stan Bush (cujo novo trabalho será lançado ainda em 2017 com o nome de "Change The World"), posso atestar que "Heaven" é um belíssimo cartão de visitas. Um álbum simplesmente obrigatório em sua coleção...

STAN BUSH AND BARRAGE - Heaven
Released in 1998 via Nippon Crown Co. Ltd (Japan)
Cat. #CRCL - 4559

Tracklist
01 Hard To Find An Easy Way
02 Cross That Line
03 Didn't I
04 Joanna
05 Beginners Luck
06 Heaven
07 Promises
08 Dreamin'
09 Love Don't Come Easy
10 My Father's Son

Musicians
Stan Bush: vocals
Brett Walker: guitars, bass, drums, keyboards
Randy Cantor: guitars, bass, drums, keyboards
Jack Ponti: guitars, bass, drums, keyboards
Jeff Silverman:guitars, bass, drums, keyboards
Kevin Dukes:guitars, bass, drums, keyboards
Don Kirkpatrick: guitars
Rocket Richotte: guitars
Brett Tuggle: keyboards
Rick Seratte: keyboards
Greg Bissonette: drums
Jack White: drums
Mike Seifrit: bass

quinta-feira, 20 de julho de 2017

OS PRIMEIROS DETALHES DO NOVO ÁLBUM DE ROBIN BECK

Robin Beck retoma a carreira depois de quatro anos
A grande Robin Beck anuncia o lançamento de "Love Is Coming" para o dia 13 de Outubro, via Frontiers Records.

O novo álbum traz participações de James Christian e do renomado Clif Magness, um dos grandes nomes do cenário AOR. A mixagem ficou a cargo do veterano Maor Appelbaum.

Sobre o resultado final, Beck disse: "Esse álbum deveria ser melhor do que qualquer coisa que eu tenha feito nos últimos 20 anos, e acredito que atingi esse objetivo".

Sobre as canções, Beck afirmou que "canções como estas não são encontradas facilmente! Estou impressionada com a riqueza das músicas e a força das letras de cada canção. Tenho certeza que elas farão seu coração palpitar, a menos que você não tenha um!"

Clif Magness declarou: "Eu já trabalhei com algumas das melhores e mais inspiradoras vocalistas do mundo e Robin Beck, certamente, está entre elas. Seu talento combinado com sua tenacidade e sua personalidade efervescente a fazem um ser humano maravilhoso".

O tracklist do álbum é o seguinte:

01 Island
02 On The Bright Side (ouça aqui)
03 In These Eyes
04 Love Is Coming
05 Me Just Being Me
06 On To Something
07 Lost
08 Crave The Touch
09 If You Only Knew
10 Here I Am
11 Girl Like Me
12 Warrior

Haja ansiedade...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

EXCLUSIVO:TRACK-BY-TRACK DO NOVO ÁLBUM DO BOULEVARD

Boulevard retoma a carreira depois de 27 anos
Quase três décadas depois de seu álbum mais recente (o clássico "Into The Sreet"), os canadenses da Boulevard retomam a carreira com "Luminescence", que chegará às lojas no dia 22 de Setembro, via MelodicRock Records.

A banda retorna ao cenário com o vocalista David Forbes, o guitarrista Dave Corman, o baixista Cory Curtis, o baterista Randall Stoll, o tecladista Andrew Johns e o saxofonista Mark Holden.

O novo trabalho também conta com as ilustres presenças de Keith Bennett (harmonica) e dos guitarristas Keith Scott (da banda do conterrâneo Bryan Adams) e Al Vermue.

Assim que soube da novidade entrei em contato com o sempre simpático David Forbes para conversarmos sobre o álbum, e ele gentilmente falou sobre cada uma das canções com exclusividade para a AORWatchTower:

Out Of The Blue: Nós tínhamos que começar com esta; muitas pessoas não tinham ideia que havíamos voltado então, hey, estamos de volta!!! Escrevemos a mior parte da canção no estúdio, o verso funkeado foi criado por mim e Andrew enquanto trocávamos ideias, sincopando as linhas. Parte desse processo foi feito via telefone. Eu amo o resultado final;

Life Is A Beautiful Thing: A coisa mais bacana sobre essa canção, além de ter uma aura épica que remete ao Queen, é que Andrew tocou sua parte da canção em apenas um take! Seu grand piano nessa canção soa maravilhoso para mim. Foi muito divertido vocalizar essa canção. A versão original foi escrita por mim e Andrew e era muito, muito diferente;

Laugh Or Cry: Como é óbvio, essa canção fala sobre escolhas. No fim de sua vida você percebe que fez tudo o que queria ou apenas 'sobreviveu'? A canção começou a ser criada por Andrew as 3 da manhã em Palm Springs, pensando em Alice Cooper e sua vida louca, insana. Ele se apresentaria em Phoenix dois dias depois. Eu acho que a letra é uma das melhores que criamos e foi preciso Mark, Andrew e eu para acertarmos tudo. O discurso de Mark - originalmente de Teddy Roosevelt, de 1910 - me arrepia. É o meu final de canção preferido no álbum;

What I'd Give:  Mark, Andrew e eu escrevemos essa canção sobre amigos e familiares j;a falecidos. Pessoalmente, inda é difícil para ouvir essa canção sem encher os olhos de lágrimas. Nós escrevemos a canção na segunda pessoa, como observadores. Adoro as emoções fortes que essa canção traz às pessoas. Uma das lembranças que tenho foi quando Andrew e eu estávamos cantando em um microfone, assistindo a um vídeo com imagens de galáxias e do espaço enquanto gravávamos no estúdio;


Come Together: Uma canção bastante positiva para que as pessoas saibam que não estão sozinhas. Precisávamos de uma canção que passasse a mensagem de que tudo ficaria bem. Essa canção mudou muito até chegar a sua versão final mas estamos muito orgulhoso dela;

Runnin' Low: Uma canção sobre amigos, 'se precisar de mim. estarei aqui. Assim como você já estava aqui por mim';

I Can't Tell You Why: O nome original dessa canção era 'Babylon'. E sofreu uma mudança drástica da versão original. O grand piano foi gravado em Abbey Road e foi usado em algumas das maiores canções da história. Adoro o dueto que gravei com Andrew. Essa é outra das minhas canções favoritas;

Confirmation: Ok, esta é a minha canção favorita do álbum. Foi escrita - de maneira muito diferente - em 1989 e adicionamos uma aura gospel. Me senti na igreja com essa canção. O coro, o órgão, o 'soul'... perfeito;

Good Enough: Essa será a bonus track em algum lugar e por isso não estará na edição regular do álbum;

Slippin' Away: Escrita em 1989 e a versão demo foi gravada por Andrew e eu no barco do Brian "Too Loud" MacLeod. Tentamos gravá-la o mais próximo da versão original (exceto pelo final psicodélico). Essa canção deveria ter sido incluída em "Into The Street". É a canção mais pesada no álbum;


What Are You Waiting For: Escrevemos essa canção no estúdio de Dave Corman como um dueto em formato unplugged, mas depois de brincarmos com ela, se tornou uma balada épica. Quando fui gravar a segunda parte dos versos, Andrew tinha feito um trabalho tão excelente que não achei que precisasse de mim. Um maravilhoso dueto no refrão e transmite um sentimento de paz. Lindo arranjo;

Don't Stop The Music: A última canção e a história do Boulevard. Nos reunirmos nunca foi algo planejado, a ideia pareceu ter vindo de outro lugar. As estrelas se alinharam e nos encontramos em um momento quando estávamos todos prontos.

O retorno do Boulevard tem sido uma bênção para todos nós e estamos animados por termos a oportunidade de retribuírmos a alegria que nos foi dad ao longo dos anos pelos fãs que temos ao redor do mundo.

Eu espero que vocês gostem desse álbum tanto quanto nós!

terça-feira, 18 de julho de 2017

A VOLTA DA 7HY

7hy volta à cena com ótimo álbum
Com dois ótimos álbuns no currículo, a 7hy anuncia o lançamento do "Off The Record" para o dia 31 de Agosto, via Lion's Pride Music.

O novo álbum mantém as qualidades melódicas apresentadas nos ótimos "No Place In Heaven" e "Stories We Tell", lançados em 2014 e 2016, respectivamente.

O veterano Alan Kelly se encarregou de guitarras, baixo, teclados, bateria e backing vocals, enquanto o ótimo Shawn Pelata se manteve nos vocais. Acompanhando a dupla, temos os guitarristas Danny Beardsley, Eliot Kelly e Andrew Chick.

O tracklist de "Off The Record" é o seguinte:

01 Never Say Goodbye
02 Burning Rain
03 Nothing Hurts Me Like You
04 Uprising
05 Be Who We Want
06 Can't Let You Go
07 That Song
08 Strangers Again
09 We Can Be Strong
10 I'm Gonna Be You
11 What Love Can Make Me Do
12 What Is The World?

Posso atestar que o novo álbum é excelente e mantém o bom nome que a 7hy vem construindo. A resenha será postada em breve aqui na AORWatchTower.

BREAKING NEWS

* Robin Beck anuncia o lançamento do aguardado "Love Is Coming" para o dia 13 de Outubro, via Frontiers Records. O álbum conta com a ilustre presença de Clif Magness (entre outros) e o single promocional é "On The Bright Side", que pode ser ouvido aqui;

* Outro grande nome de volta ao cenário é da Steelheart, cujo novo trabalho "Through Worlds Of Stardust" chegará às lojas em 15 de Setembro, via Frontiers. O single promocional é a excelente "Got Me Runnin'" e pode ser assistido aqui;

* E aqui temos o teaser do álbum "Battlezones", do projeto que reúne Marc Scherer e Jennifer Batten. Vale a pena conferir...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

BREAKING NEWS

* Os canadenses do Boulevard anunciam o lançamento de "Luminescence" para o dia 2 de Setembro. Será o primeiro trabalho de material inédito da banda em 27 anos;

* Alice Cooper acaba de lançar o lyric video de "Paranormal", e você pode - e deve - assisti-lo aqui;

* O vocalista Marc Scherer se juntou a guitarrista Jennifer Batten para gravar "Battlezone", álbum do projeto que leva os sobrenomes da dupla e que chegará às lojas no dia 22 de Setembro. 

A VOLTA DA LYNCH MOB

A Lynch Mob retoma a carreira com álbum de inéditas
Dois anos depois de seu mais recente álbum de material inédito, os veteranos da Lynch Mob retomam a carreira com o lançamento de "The Brotherhood" no dia 08 de Setembro.

Com produção assinada por Chris Collier, o álbum traz 11 canções com a marca registrada da Lynch Mob: doses absurdas de guitarras - cortesia do inesgotável George Lynch - aliadas aos inconfundíveis vocais de Oni Logan. O lineup da banda é completado pelo excelente baixista Sean McNabb e pelo baterista Jimmy D'Anda.

Sobre o novo trabalho, Logan disse: "Depois de algumas milhas juntos com a formação que inclui Sean McNabb e Jimmy D'Anda, nos consideramos como uma matilha de lobos e criamos o nome 'The Brotherhood' para o próximo álbum da Lynch Mob. O álbum traz uma parte daquele som aventureiro e uma parte com sonoridade mais fria e sombria".

George Lynch declarou: "Nós escrevemos esse álbum como uma banda e seu nome reflete o que somos enquanto banda e o que todas as minhas bandas têm sido desde que eu era um garoto. Esta é a minha segunda família. estes são meus irmãos. Você passa por muita coisa juntos e muitas experiências juntos. E isso tudo se torna parte da música".

O tracklist do álbum é so seguinte: 

01 Main Offender
02 Mr. Jekyll and Hyde
03 I'll Take Miami
04 Last Call Lady
05 Where We Started
06 The Forgotten Maiden's Pearl
07 Until the Sky Comes Down
08 Black Heart Days
09 Black Mountain
10 Dog Town Mystics
11 Miles Away
12 Until I Get My Gold (Bonus Track)

Vamos torcer pelo melhor...

quinta-feira, 13 de julho de 2017

AVISO

Caríssimas e caríssimos

Como vocês devem ter percebido nesta semana, poucas atualizações foram feitas aqui na casa e o motivo é muito simples: falta de tempo.

Há uma boa quantidade de trabalho em minha mesa que necessita de minha total atenção.

Assim sendo, a AORWatchTower acaba sendo afetada imediatamente.

E este é o motivo que me impede de compor a Recomendação da Semana de logo mais.

Na próxima semana, entretanto, a casa retornará a sua normalidade.

Agradeço a compreensão de vocês.

E feliz Dia do Rock!!!

Rock on...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

IAN HAUGLAND FALA SOBRE O NOVO ÁLBUM DO EUROPE

O veterano Ian Haugland
Há anos esperamos o Europe retomar o caminho mais pendente ao AOR que os tornou mundialmente famoso, certo? E sempre há a esperança de que a banda faça isso em um de seus trabalhos futuros, não é mesmo?

Pois então podemos continuar esperando sentados.

Em recente entrevista concedida à Kaoos TV, da Finlândia, o baterista Ian Haugland falou sobre o próximo álbum do Europe: "Dessa vez eu diria que o resultado foi melhor do que em 'War Of Kings', porque nos sentimos mais à vontade com o produtor Dave Cobb, porque sabemos como ele havia trabalhado no outro álbum, então nos sentimos, imediatamente, como uma equipe. E nós sabíamos que tínhamos um monte de boas ideias para canções quando entramos no estúdio, mas quando saímos de lá e as gravações haviam terminado, esse sentimento foi ainda mais forte. Estamos muito animados com as novas músicas".

Sobre a direção musical do álbum, Haugland disse que "há muitas raízes dos anos 70", citando bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple, além de David Bowie.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

STREAMLINE VEM AÍ

Ex-integrantes  da Diamond Dawn se reinventam
e retornam a ativa com novo projeto
O nome é novo, mas a banda não.

No próximo dia 20,os suecos da Streamline lançarão três singles de seu álbum de estréia. As canções selecionadas para promover o trabalho são "Free Rider", "Barely Runnin'" e "Talk It Out". O álbum chegará às lojas pouco depois, via Phonofile Records.

A Streamline foi criada a partir dos integrantes remanescentes da Diamond Dawn, com a adição do vocalista Gabriel Lindmark, que assume a posição deixada por Alexander Strandell.

A banda emitiu nota oficial dizendo: "Estamos incrivelmente felizes por nos associarmos a Phonofile para o laçamento de nosso álbum chamado 'Streamline'. A jornada que nos trouxe até aqui marca um novo começo e foi longa e tortuosa, mas foi extremamente positiva. Ela nos permitiu criar uma sonoridade e um álbum que queremos compartilhar com o mundo. Mal podemos esperar para que vocês ouçam o material em que estávamos trabalhando. O álbum traz algumas surpresas para quem já nos segue há algum tempo, entretanto, acreditamos que as 11 canções possam oferecer todo tipo de emoção aos roqueiros! Mais informações virão em breve, mas queremos desde já deixar nosso enorme MUITO OBRIGADO à todos que esperaram pacientemente e que acreditaram em nós".

O álbum tem o seguinte tracklist:

01 Freerider
02 Barely Runnin'
03 Get What's Coming
04 Save Me
05 Blind
06 Pay The Price
07 Talk It Out
08 2nd Street
09 Deliver Us
10 The Good Samaritan
11 No Rest For The Vicar

O lineup da Streamline conta com o vocalista Gabriel Lindmark e com os guitarristas Jhonny Göransson e Olle Lindahl, além do baterista Efraim Larsson, do baixista Mikael Planefeldt e do tecladista Niklas Arkbro.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Entre seus muitos méritos, a Frontiers tem duas características marcantes: a produção de vídeos absolutamente toscos e a criação de projetos mirabolantes, muitos dos quais não dão lá muito certo. Entretanto, quando a fórmula funciona, o resultado costuma ser excelente, mas o projeto All 4 1 está em algum lugar entre os dois extremos. 

Reunindo o grande Terry Brock (uma das mais respeitadas vozes do universo AOR/Melodic Rock) com os veteranos Robert Berry, Gary Pihl e Matt Starr, além da previsível e inevitável presença do "arroz de festa" Alessandro Del Vecchio, a banda desfilou todo seu talento sem reservas e acabou criando um álbum bem bacana, apesar de irregular.

O álbum é bem servido de rockers empolgantes, como se percebe nas radio friendly "After The Rain" (um dos destaques do álbum), na envolvente "Cyanide", na frenética "Down Life's Pages" (outro destaque),  "Hero In Your Life" e "The World's Best Hope", todos merecedores de sua total atenção e também de múltiplas audições.

Há momentos mais introspectivos, proporcionados pelas baladas "Mother Don't Cry" e "Don't Surrender". E vale citar a versão acústica de "Mother Don't Cry", cuja abordagem mais orgânica revela detalhes e confere mais brilho ao que já estava de bom tamanho. Ouça cuidadosamente...

Entretanto, há uma certa irregularidade no álbum que me incomoda. Não apenas nas canções, mas principalmente na diferença vocal entre Brock e Berry. A alternância de vocalistas costuma ser arriscada em qualquer álbum e aqui o resultado foi fatal. Se você tem Terry Brock como vocalista, acredite, não há necessidade de mais ninguém na mesma função. Não sei de quem foi a brilhante ideia de colocar ambos na linha de frente, mas como dizemos sarcasticamente por aqui, "parabéns aos envolvidos".

All 4 1: Starr, Brock Berry e Pihl
Mas há que se apontar os melhores momentos da All 4 1 em ação e eles não são poucos. Muito possivelmente, só não consigo apontar outros tantos por conta da minha ansiedade e expectativa criadas pelo envolvimento de Brock no projeto. O álbum não é ruim - muito longe disso - mas não cumpriu os requisitos, se é que vocês me entendem. A mixagem do álbum não me agradou e a falta de coesão no tracklist também é desanimador. Esse é um daqueles casos em que a banda brilha explosivamente em seus melhores momentos, e falha vergonhosamente nos piores. Mas não deixe minha opinião diminuir sua curiosidade. Ouça o álbum uma, duas, várias vezes e tire suas próprias conclusões. Mas faça isso sem expectativas. Talvez, o resultado seja mais acertado...

ALL 4 1 - The World's Best Hope
Released on July 01st, via Avalon (Japan)
Cat. #MICP-11361

Tracklist
01 After The Rain
02 Cyanide
03 Down Life's Pages
04 Mother Don't Cry
05 Show Me The Way
06 Walk Alone
07 Don't Surrender (To Love)
08 Hero In Your Life
09 Never Back Down Again
10 Who Knows
11 The World's Best Hope
12 Mother Don't Cry (Acoustic Bonus Track)

Lineup
Terry Brock: vocals, backing vocals
Robert Berry: vocals, backing vocals, bass, moog taurus pedal
Gary Pihl: guitars
Matt Starr: drums

Guest musicians
Alessandro Del Vecchio: keyboards, backing vocals
Nigel Bailey: additional backing vocals on "After The Rain", "Cyanide", "Never Back Down Again" and "Show Me The Way"
Kevin Jacobs: additional backing vocals on "Never Back Down Again"
Pete Alpenborg: additional keyboards on "After The Rain" and "Cyanide"

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

No final da década de 90, a hoje toda poderosa Frontiers Records ainda estava nas fraldas e um de seus primeiros lançamentos - o décimo...