sábado, 18 de novembro de 2017

FALECEU MALCOLM YOUNG

O legendário Malcolm Young, circa 2011
Na madrugada de hoje, legendário guitarrista Malcolm Young faleceu. Até o momento, a causa da morte não foi revelada.

Co-fundador do AC/DC, a não ser por uma breve ausência em 1988, Young esteve presente na banda entre 1973 e 2014.

Apesar de seu irmão Angus ser a figura mais visível na banda, Malcolm sempre foi descrito como sendo a força motora e o verdadeiro líder do AC/DC.

Em 2014, Malcolm se afastou da banda quando foi diagnosticado com demência. Segundo Angus, ele já vinha tendo lapsos de memória mesmo antes do álbum "Black Ice" começar a ser concebido. Ainda assim, Young tocou ao longo de toda tour que promoveu o álbum e que se encerrou em 2010.

Ao final da tour, Malcolm foi diagnosticado com câncer de pulmão, mas o diagnóstico chegou bastante cedo e o tratamento permitiu uma bem sucedida cirurgia para a retirada do tumor. Também já era de conhecimento público que o guitarrista tinha uma condição cardíaca e, por conta disso, usava um marca-passo.

E apesar de não ter tocado no álbum "Rock Or Bust", lançado em 2014, Malcolm é creditado como compositor, tendo deixado uma série de ideias, riffs, potenciais refrões e mais.

Hoje, Angus Young declarou: "Como seu irmão, é difícil expressar em palavras o que ele significou para mim ao longo da minha vida, o elo que tínhamos era único e muito especial. Ele deixa para trás um enorme legado que viverá para sempre. Malcolm, parabéns pelo trabalho bem feito".

E assim, uma vez mais, o universo dos bons sons chora em silêncio a perda de mais de seus gênios. Obrigado pelas décadas de inestimáveis serviços prestados à causa do rock.

R.I.P. Malcolm Mitchell Young

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Os veteranos David Glen Eisley e Craig Goldy despontaram para o universo dos bons sons como integrantes do Giuffria, em meados da década de 80. Com o fim da banda poucos anos depois, cada um seguiu seu caminho. Entretanto, em Outubro de 2014, Eisley contou em um rede social que havia recebido a visita de Goldy que lhe disse: "Chega disso, meu amigo... hora de levantar essa bunda e voltar ao trabalho". Pouco mais de um ano depois, a dupla tinha uma série de canções prontas e que foram oferecidas aos italianos da Frontiers. Essa história terá seu terceiro capítulo escrito a partir do início de Dezembro, quando "Blood, Guts And Games" chegará às lojas. Com uma sonoridade pomposa, mas muito consistente, a dupla criou um trabalho que é menos evidente do que possivelmente lhe parece. E acredite, esse é o grande segredo do álbum!!!

Como era de se esperar, o álbum está repleto de rockers impactantes e bastante cadenciados, como os ótimos "The Heart Is A Lonely Hunter" (com seus teclados onipresentes, na melhor tradição do Giuffria), "I Don't Belong Here Anymore" (pesada e envolvente) e no excelente mid-pacer "Lies I Can Live With", suave sem soar insosso, envolvente sem soar cansativo. Três canções que representam fielmente a proposta musical da dupla e que merecem múltiplas audições.

"No More Prayers In The Night"  tem introdução delicada, mas apenas abrindo caminho para um rocker cadenciado e com uma saudável dose de peso em contraponto às harmonias vocais de Eisley, enquanto "Love Of The Game" nos remete - uma vez mais - aos bons sons do Giuffria (com teclados precisamente distribuídos) e "Wings Of A Hurricane", canção que seria muito melhor sem o exaustivo  quase infinito solo de guitarras e Hammond, o que confere um ar setentista chatérrimo e que estraga boa parte da canção.

Na reta final, temos a balada "Life (If Only A Memory)" com arranjo grandioso e alternância de andamento no refrão, além dos ótimos rockers "Soul Of Madness" (mais uma vez, peso distribuído na medida certa, mantendo intacto o aspecto melódico) e "Track Thirteen" (pesada e cadenciada, com arranjo caprichado e andamento clássico), além da balada "Believe In One Another", que desfila todos os elementos clássicos desse tipo de canção, do arranjo ao andamento, da métrica dos versos à interpretação.

David Geln Eisley e Craig Goldy, circa 2017
Em resumo, caríssimas e caríssimos, a grande sacada do álbum da dupla Eisley/Goldy é a falta de obviedade que os nomes de ambos geram. Quando você imagina um trabalho voltado ao "AOR influenciado pelos anos 80" (expressão tão usada nos últimos anos e a qual poucos trabalhos fazem realmente jus), temos um álbum consistente e cuja sonoridade me remete, de maneira geral, aos mais recentes trabalhos da House Of Lords e, em alguns poucos momentos, ao Foreigner do início dos anos 90. Fica óbvio, também, que o peso dos anos afetou drasticamente os vocais de David Glen Eisley, mas suas performances não chegam a ser desastrosas, apenas contidas em alguns casos. Já Craig Goldy teve mais espaço para mostrar do que é capaz, se bem que há momentos em que surge aquela impressão de que sua função poderia ter sido melhor desempenhada. Seja como for, "Blood, Guts And Games" é um álbum bastante interessante e nada óbvio, o que implica dizer que mais de uma audição pode ser necessária para que você perceba a qualidade contida aqui em sua totalidade. Mas é um trabalho muito bem elaborado e que merece sua irrestrita e absoluta atenção. Material bem recomendado...

EISLEY/GOLDY - Bold, Guts And Games
To be released on Dec. 01st, via Frontiers Records
Cat. #FR CD 829

Tracklist
01 The Heart Is A Lonely Hunter (assista ao vídeo aqui)
02 I Don't Belong Here Anymore
03 Lies I Can Live With
04 No More Prayers In The Night
05 Love Of The Game
06 Wings Of A Hurricane
07 Life (If Only A Memory)
08 Soul Of Madness
09 Track Thirteen
10 Believe In One Another

Musicians
David Glen Eisley: all vocals, additional guitars, bass, keyboards, piano, Hammond
Craig Goldy: guitars, keyboards, bass
Ron Wikso: drums

Guest musicians
Chuck Wright: bass

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

BREAKING NEWS

* A coletânea "40 Trips Around The Sun" será lançada em 09 de Fevereiro e trará 3 canções novas do Toto: "Spanish Sea", "Struck By Lightning" e "Alone", que pode ser ouvida aqui;

* O novo álbum solo de Joe Perry terá o nome de "Sweetzrland Manifesto" e contará com as participações de Robin Zander, Terry Reid e Johnny Depp, entre outros;

* "Over My Head" é o novo vídeo promocional da Black Country Communion e pode ser assistido aqui.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

PROJETO CORELEONI VEM AÍ

Projeto CoreLeoni apela aos fãs do Gotthard
com manobra arriscada
O projeto CoreLeoni é a nova empreitada de Leo Leoni, guitarrista do Gotthard e que tem or objetivo prestar homenagem ao aspecto rocker de sua banda.

Leoni explica: "No 25º aniversário do lançamento do primeiro álbum do Gotthard, eu quis prestar homenagem à canções como 'Downtown', 'Firedance', 'Higher', 'Here Comes The Heat', 'In The Name', 'Ride On', 'Let It Be' e 'All I Care 4'. Canções que o Gotthard meio que deixou de lado. Nós as regravamos, renovamos e reinventamos de uma maneia bastante respeitosa. Essas canções são muito queridas por mim e são parte de um período que sempre permanecerá em meu coração".

O álbum também traz "Walk On Water", canção inédita e que será lançada como single promocional já em Dezembro. O álbum chegará às lojas em Fevereiro próximo.

Junto com Leoni estão o vocalista Ronnie Romero, o baterista Hena Habegger (seu parceiro no Gotthard), o baixista Mila Merker e o guitarrista Jgor Gianola.

Sobre o projeto, Leoni conluiu dizendo: "Esse projeto CoreLeoni me fez sentir muitas emoções e resgatou lembranças, enchendo meu coração de alegria. Espero que as novas versões tragam aos fãs do Gotthard (especialmente àqueles que que conhecem a banda desde seu início) as mesmas emoções que trouxeram à mim".

Vamos aguardar com uma saudável dose de medo...

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Quando as gravações do álbum que viria a ser "Into The Fire" começaram, em Agosto de 1986, o canadense Bryan Adams tinha a ingrata tarefa de, ao menos, igualar o clássico e monstruoso "Reckless", lançado dois anos antes. Adams manteve praticamente a mesma banda e mergulhado em temas mais adultos e com uma sonoridade menos óbvia, mas igualmente com alta qualidade, o excelente "Into The Fire" chegou às lojas no fim de Março de 1987. Um álbum mais encorpado musicalmente e também mais trabalhado, ainda é um dos mais injustiçados lançamentos na carreira de Adams. E nem é tão difícil perceber o porque.

O álbum traz, logo de cara, a matadora "Heat Of The Night", um rocker elaborado, com piano, baixo e guitarras em primeiro plano disputando sua atenção. Em um arranjo excelente, o refrão explosivo emerge como um tapa na cara, mas menos evidente e com mais classe, da mesma maneira que ocorre na linda "Into The Fire" e na frenética "Another Day", ambos rockers caprichados e muti bem construídos, onde a versatilidade da dupla Adams/Vallance se evidencia. Volume máximo, air guitars liberadas e nenhuma moderação, por favor.

Outras doses cavalares de bons sons se apresentam na descomunal "Only The Strong Survive" (que foi escolhida para integrar a trilha sonora de "Top Gun", mas Adams recusou a oferta dizendo que não queria uma canção sua em um filme que 'glorificava a guerra') e na empolgante "Hearts On Fire", com sua métrica quase amadora e refrão simples, mas altamente eficiente.

E não existe álbum de Bryan Adams sem baladas, e essa característica está mais que bem representada na intimista "Victim Of Love", na belíssima "Native Son", na emocionante "Rebel" (gravada por Roger Daltrey em 1985) e na espetacular "Home Again". Esse conjunto de baladas pode figurar, facilmente, entre os melhores momentos da carreira do canadense e cada uma dessas canções é merecedora de múltiplas audições e volume máximo, pode acreditar.

Bryan Adams, circa 1987
Em resumo, caríssimas e caríssimos, no ano que completa três décadas de seu lançamento, afirmo sem medo que "Into The Fire" é o álbum que eu mais curto na fase oitentista de Bryan Adams. E grande parte dessa predileção vem da direção musical que o álbum tomou, se arriscando em temas e sonoridades mais densas ao invés de investir na musicalidade mais que bem sucedida representada em seu trabalho anterior. O álbum "Into The Fire" teve desempenho espetacular nas paradas (atingiu a posição #7 no Billboard Hot 200), mas é fato inegável que ficou na sombra de "Reckless". Entretanto, reafirmo minha preferência por esse álbum por todos os motivos anteriormente elencados, mas também e fator determinante essa ter sido a primeira tour de Bryan Adams que assisti (em um hoje distante 1988). Seja como for, se você ainda acha que Bryan Adams se resume ao que seu arrebatador álbum de 1984 representa, acredite, você está muito, mas muito equivocado!!! O excelente "Into The Fire" é, sem dúvida alguma, um dos mais consistentes e bem-elaborados álbuns de toda a carreira de Bryan Adams e, assim sendo, esse álbum é muito mais que recomendado.

BRYAN ADAMS - Into The Fire
Released in 1987, via A&M Records (Japan)
Cat. #D32Y3149

Tracklist
01 Heat Of The Night (Assista ao vídeo aqui)
02 Into The Fire
03 Victim Of Love (Assista ao vídeo aqui)
04 Another Day
05 Native Son
06 Only The Strong Survive (Assista ao vídeo aqui)
07 Rebel
08 Remembrance Day
09 Hearts On Fire (Assista ao vídeo aqui)
10 Home Again

Musicians
Bryan Adams: vocals, guitars, piano, keyboards
Keith Scott: guitars, backing vocals
Mickey Curry: drums
Dave Taylor: bass
Tommy Mandell: keyboards, organ

Guest musicians
Jim Vallance: piano, keyboards, sequencer
Robbie King: organ on "Heat Of The Night", "Another Day", "Only The Strong Survive" and "Rebel"
Dave Pickell: piano on "Victim Of Love", "Only The Strong Survive" and "Rebel"
Ian Stanley: keyboards on "Victim Of Love" and "Remembrance Day"

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

BREAKING NEWS

* O legendário Alice Cooper está entre os candidatos a indução ao "Songwriters Hall Of Fame". A votação vai até o dia 17 de Dezembro e a cerimônia acontecerá em 14 de Junho, em New York;

* As tiazonas do Vixen gravaram um novo single, contendo uma canção inédita e a versão acústica de um de seus grandes sucessos. As canções devem ser as bonus tracks do álbum ao vivo que a banda gravou no dia 12 de Agosto;

* O Dokken fará uma pausa entre Janeiro e Fevereiro próximos, antes de começar a trabalhar em seu novo álbum que deverá chegar às lojas em meados de 2018, de acordo com Don Dokken.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O DILEMA DE SAMMY HAGAR

O grande Sammy Hagar em ação
O sempre divertido Sammy Hagar finalmente falou sobre música sem mencionar o Van Halen!!! Isso é motivo de espanto e de comemoração!!!

Hagar declarou que seu próximo projeto será o terceiro álbum do Chickenfoot ou o trabalho de estréia - em estúdio - do The Circle.

Permitam os deuses que ele opte pela volta do Chickenfoot.

Há cinco anos a banda de Hagar com Joe Satriani, Michael Anthony e Chad Smith não lança um álbum, muito por conta da atribulada agenda de Smith com o Red Hot Chilli Peppers. Tão verdade que, na última tour da banda, quem assumiu as baquetas foi o legendário Kenny Aronoff.

Vale lembrar que em Março passado o Chickenfoot lançou "Divine Termination" (a única canção inédita da banda desde 2012) no álbum "Best+Live", a primeira coletânea da banda.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

OZZY OSBOURNE ANUNCIA OFICIALMENTE SUA ÚLTIMA TOUR MUNDIAL

O legendário Ozzy Osbourne e o grande Zakk Wylde
O sobrenatural Ozzy Osbourne vai parar de viajar ao redor do mundo, mas fará uma despedida em grande estilo a partir de 2018 e ela passará pela Terra Brazilis!!!

Na estrada há mais de 50 anos, Ozzy é uma figura legendária no universo dos bons sons e sua tour de despedida se estenderá até 2020. Na banda, estarão o excelente guitarrista Zakk Wylde (colaborador de longa data), o baixista Rob "Blasko" Nicholson, o baterista Tommy Clufetos e o tecladista Adam Wakeman.

"As pessoas ficam me perguntando quando vou me aposentar. Bem, essa será minha última tour mundial, mas isso não quer dizer que não farei uns show aqui ou ali", disse Ozzy.

A tour terá início em Maio de 2018 com shows no México, Chile, Argentina e Brasil. Já no começo de  Junho a tour desembarca na Rússia e rodará a Europa durante um mês, incluindo shows em vários festivais. Em seguida, Ozzy irá aos Estados Unidos, mas os detalhes dessa parte da tour só serão revelados pela Live Nation no próximo ano.

Sharon Osbourne, empresária e esposa de Ozzy, disse que seu marido continuaria em carreira solo depois da tour com o Black Sabbath terminasse: "Nós continuaremos até que Ozzy termine a tour, e Ozzy não vai parar muito tempo depois do Black Sabbath encerrar a carreira".


"Não será no próximo ano, mas será em breve. Eu não quero Ozzy cantando 'Crazy Train' quando ele tiver 75 anos. Acho melhor você sair de cena antes dos 70 e sair no auge", completou.


Há algum tempo, Ozzy disse em entrevista concedida à The Pulse Of Radio que gostaria de se apresentar por quanto tempo lhe fosse possível: "Eu não quero parar, sabe. Esse tem sido meu maior caso de amor. Quando você alcança uma certa idade no rock 'n' roll as pessoas pensam 'Bem, essa tem que ser sua última tour'".

E vale lembrar que, em 1992, Ozzy havia anunciado seu afastamento do rock com a tour "No More Tours". Essa despedida durou míseros três anos. É claro que a idade e o fator saúde pesam muito num momento desses, e concordo que é melhor sair por cima do que pela porta dos fundos. É triste, mas acredito que, dessa vez, Ozzy pendure mesmo as chuteiras.

Pelo menos, nos palcos.

DEEN CASTRONOVO ASSUME A BATERIA NO THE DEAD DAISIES

The Dead Daisies ganha reforço de peso para novo álbum
O excelente baterista e vocalista Deen Castronovo é agora o novo integrante do The Dead Daisies, que já está preparando seu novo trabalho a ser lançado em 2018.

A banda emitiu nota dizendo: "Deen está aqui em Nashville conosco onde começamos as gravações do nosso novo álbum. Gostaríamos de agradecer Brian Tichy, que decidiu buscar novos projetos no próximo ano. Desejamos à ele o melhor em seus futuros projetos. Mal podemos esperar para que vocês possam ouvir esse novo trabalho em que estamos trabalhando. Será um verdadeiro quebra-ossos".

Castronovo se junta ao vocalista John Corabi, ao guitarrista David Lowry e ao baixista Marco Mendoza.

Castronovo foi baterista do Journey entre 1998 e 2015, quando foi demitido da banda depois de sua prisão devido a uma série de acusações de agressão física e ameaça de morte com arma envolvendo sua ex-noiva. Castronovo passou quinze dias na cadeia e foi para uma clínica de reabilitação pela quinta vez, onde passou 75 dias internado.

O baterista lançou no  mês passado o álbum "Light In The Dark" com o Revolution Saints, segundo álbum do projeto que também inclui o guitarrista Doug Aldrich e com o baixista e vocalista Jack Blades.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Em 1993, dois anos depois da exaustiva tour que promoveu o monstruoso "Brigade", o Heart voltou à ativa com o ótimo álbum "Desire Walks On", trabalho que colocou as irmãs Wilson de volta no controle das composições, o que implicou em uma sonoridade diversa daquele AOR polido e brilhante ao qual estávamos acostumados, mas a qualidade permaneceu intocada. E para promover o novo trabalho a poderosa "Will You Be There (In The Morning)" foi escolhida como segundo single, e que single é esse!!! Trazendo a banda com algumas mudanças no lineup e Ann Wilson inspirada como sempre, essa canção - escrita por ninguém menos que Robert John "Mutt" Lange - coloca o Heart no lugar onde saem-se muito bem: o AOR norte-americano, bem produzido e feito sob medida para o rádio. Não tinha como essa receita desandar.

A massacrante "Will You Be There (In The Morning)" é mid-pacer construído com todos os mais característicos elementos presentes nas composições de Mutt Lange: bateria pesadíssima, baixo volumoso em primeiro plano e guitarras precisamente distribuídas ao longo dos versos e mais evidentes no refrão. Claro, alie-se tudo isso ao incomparável vocal de Ann Wilson e você tem um hit nas mãos. É fisicamente impossível resistir à essa canção, já que o andamento da bateria é um convite para se batucar com o que estiver ao seu alcance. O refrão é arrasador, com toda aquela explosão que só Ms. Wilson é capaz de entregar e que permanece, sem dúvida alguma, entre os melhores momentos do Heart. Múltiplas audições, janelas abertas, nenhuma moderação e air guitars (ou air drums, se preferir) são recomendados.

Na sequência temos "Risin' Suspicion", rocker inédito e escrito pelas irmãs Wilson e Leese em parceira com Lou Gramm e Mick Jones. Só isso deveria ser suficiente para despertar seu interesse. Mas saiba que Mr. Gramm empresta sua voz (comedidamente e em tom bem mais baixo que o usual, é verdade) nesse rocker bem cadenciado, com guitarras em primeiro plano (cortesia de Mr. Jones) e embaladas por uma hipnotizante bateria programada. O arranjo é bastante simples e despojado, o que oferece um contraponto bastante interessante à canção anterior, veladamente rebuscada e produzida ao extremo. Uma pena "Risin' Suspicion" não ter entrado no álbum, já que é um momento único do Heart trabalhando com a dupla Gramm/Jones. Mais audições, menos moderação e janelas mais abertas são recomendadas.

As geniais Ann Wilson e Nancy Wilson, circa 1993
Em resumo, caríssimas e caríssimos, "Will You Be There (In The Morning)" é um belíssimo single por dois motivos bastante óbvios: o Heart funciona esplendidamente bem quando usa canções de Mutt Lange. Além disso, o single traz a colaboração de Gramm e Jones em uma canção inédita e muito, muito bacana. Ainda, vale dizer que o álbum "Desire Walks On" foi o último trabalho da banda que conta com o talentosíssimo Howard Leese. A partir daquele momento, a banda se afastou definitivamente do AOR e retomou a sonoridade com apelo setentista que os tornaram conhecidos. Uma pena, haja vista que o Heart soa cada vez mais riponga (na minha opinião) e menos interessante. Ainda bem que temos registros mais brilhantes para lembrar da grandeza que essa banda já teve e o quão influente já foi, especialmente na década de 80, por mais que a banda insista em torcer o nariz para o período (mas não para a montanha de dinheiro que ganharam).

Seja como for, "Will You Be There (In The Morning)" é um precioso registro do Heart e que merece um lugar em sua coleção, sem a menor sombra de dúvida. Material mais que recomendado...

HEART - Will You Be There (In The Morning) CDS
Released in 1993 via Toshiba EMI Ltd. (Japan)
Cat. #TODP-2420

Tracklist
01Will You Be There (In The Morning) (Assista ao vídeo aqui)
02 Risin' Suspicion

Lineup
Ann Wilson: vocals
Nancy Wilson: vocals, guitars
Howard Leese: guitars, backing vocals
Denny Carmassi: drums, percussion
John Purdell: keyboards, backing vocals
Schuyler Deale: bass

Guest musicians
Lou Gramm: vocals on "Risin' Suspicion"
Mick Jones: guitars on "Risin' Suspicion"

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

VINNY APPICE DEFENDE VIVIAN CAMPBELL EM DISCUSSÃO SOBRE RONNIE JAMES DIO

O legendário baterista Vinny Apicce confirma
história de Vivian Campbell sobre sua época no Dio
O grande Vinny Appice tomou o lado de Vivian Campbell sobre os motivos que levaram o guitarrista a sair do DIO, concordando que os músicos da banda não recebiam o que lhes havia sido prometido por Ronnie James Dio.

Appice, Campbell e Dio gravaram três álbuns entre 1983 e 1985, antes que o irlandês deixasse a banda e passasse a integrar o Whitesnake, em 1987. Campbell declarou, pouco tempo depois, que a necessidade de Dio em ter controle absoluto da banda, e das finanças que ela gerava foram fatores determinantes para sua saída.

Em recente entrevista à The Metal Voice, Vinny falou sobre as circunstâncias que levaram Campbell a deixar a banda: "Houveram problemas dentro da banda, problemas relacionados aos negócios. Nos prometeram uma divisão dos lucros e abrimos mão disso no primeiro álbum porque, tudo bem, entendemos que custa muito caro iniciar um projeto e Ronnie estava investindo seu próprio dinheiro e tudo mais.

Mas depois, nada aconteceu. Estávamos fazendo tours em arenas. Naquela época, uma das tours rendeu 8 milhões de dólares, mas eram 'aqueles' dólares: a tour provavelmente rendeu 80 milhões em valores de hoje. Mas não recebemos nada daquela quantia. Nada além de salários e coisas do gênero. Então, o que nos foi prometido, nunca foi entregue".

Appice continuou: "E Vivian... ele chamou Ronnie e o empresário e então as coisas se complicaram entre eles. Mas todos sentíamos a mesma coisa, que nós não estávamos recebendo o que nos foi prometido e que deveríamos receber mais do que recebíamos. Alguém estava fazendo muito dinheiro e não éramos nós. E foi isso que aconteceu com Viv. E então Ronnie e Viv não se entenderam mais, até que Ronnie finalmente me disse 'Eu vou demitir o Viv'.  E eu disse 'O que?'... fiquei chocado e disse ao Ronnie que aquela não era uma boa ideia porque aquilo afetaria a sonoridade da banda. Mas Ronnie achou que podia seguir em frente sem Vivian. E foi isso que aconteceu".

E não há nenhuma dúvida que a saída de Campbell afetou a maneira com que o DIO soava. Sobre isso, Appice disse: "Quando você tem algo que funciona como mágica em uma banda e com as pessoas nela, você não mexe nisso. É parte da sonoridade. É como o que aconteceu com o Led Zeppelin. Eles nem mesmo continuaram com outro baterista, e poderiam ter feito isso. Eles teriam ganho zilhões de dólares, mas não se reuniram por um bom tempo. E aí surgiu Jason! A mágica entre as pessoas dentro de uma banda funciona, mas quando você muda alguém as coisas não são mais as mesmas. Hoje em dia é tudo diferente... há essas bandas com um integrante da formação original ou nenhum deles... alguém é dono do nome e é um empreendimento comercial e eles saem por aí e tocam. Eles são bons. Mas o negócio da música é muito diferente hoje".

Infelizmente, é muito diferente mesmo.

FALECEU MALCOLM YOUNG

O legendário Malcolm Young, circa 2011 Na madrugada de hoje, legendário guitarrista Malcolm Young faleceu. Até o momento, a causa da m...