quarta-feira, 23 de maio de 2018

CHICKENFOOT PODE VOLTAR À ATIVA

Michael Anthony, Chad Smith, Sammy Hagar
 e Joe Satriani em ação no Chickenfoot, circa 2016
Pelo menos essa é a ideia de Joe Satriani.

Inativo desde 2012, o quarteto se reuniu na semana passada no evento beneficente "Acoustic 4 A Cure" onde tocou quatro canções. Foi a primeira apresentação da banda em cerca de dois anos.

E em recente entrevista concedida ao programa "Rock Talk", o guitarrista falou sobre o atual estado do Chickenfoot: "Bem, há ceda de dois dias atrás tocamos no Fillmore aqui em San Francisco, fizemos um set acústico - aquilo foi louco! Mas nos divertimos bastante e sei que todos nós estávamos pensando no que aconteceria depois. E a química entre nós é inegável, todos podiam sentir".

Satriani continuou: "Todos na platéia pediram para que gravássemos um novo álbum.Houve muitos sorrisos e abraços e dissemos 'Vamos fazer isso!' E isso me surpreendeu porque achei que nada aconteceria nesse ano, mas acredito que vai acontecer sim".

O guitarrista explicou quais devem ser os próximos passos da banda: "Então eu acredito que o próximo passo é compôr e ver se podemos nos reunir na mesma cidade, ao mesmo tempo e por uns dois dias. É assim que a banda opera. Nós nunca temos três meses onde alugamos uma mansão na França e gravamos um álbum, isso nunca vai acontecer conosco. É tudo 'aqui e agora', caindo no chão em pé, e eu meio que gosto desse processo. Isso nos mantém ligados, animados e não desperdiçamos tempo. Então, acho que é uma coisa boa".

Vamos torcer pelo melhor...

terça-feira, 22 de maio de 2018

VIXEN ANUNCIA ÁLBUM AO VIVO

Vixen retorna ao cenário com álbum ao vivo
As tiazudas do Vixen lançarão o álbum ao vivo "Live Fire" no dia 6 de Julho, via Rat Pak Records . Com mixagem de Michael Wagener , o álbum trará 12 faixas gravadas no lendário Arcada Theater em Chicago em 2017 

E além das canções clássicas da banda, o álbum também inclui uma nova versão de estúdio para "You Ought To Know By Now", uma nova versão acústica para "Edge Of A Broken Heart" e a faixa inédita "Big Brother", gravada ao vivo.

O tracklist do álbum é o seguinte:

01 Rev It Up
02 How Much Love 
03 One Night Alone
04 Cryin’ 
05 Meet The Band 
06 Rock Me 
07 Streets In Paradise 
08 I Don’t Need No Doctor 
09 Love Is A Killer 
10 Love Made Me 
11 Big Brother 
12 Edge of A Broken Heart 
13 You Ought To Know By Now (New Studio Version)
14 Edge of A Broken Heart (New Studio Acoustic Version)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

JONATHAN CAIN FALA SOBRE O FUTURO DO JOURNEY, STEVE PERRY E ATÉ BAD ENGLISH

Jonathan Cain, circa 2018
Em recente entrevista concedida à rádio Q103, o veterano Jonathan Cain respondeu uma série de perguntas bastante interessantes sobre Journey, tours e Bad English.

Cain foi perguntado sobre a tour conjunta com o Def Leppard, e respondeu: "Eles estão no auge da forma agora. Eu assisti alguns shows recentes no Youtube e eles estão fantásticos. Eles escrevem grandes canções e a tour será um tributo a como as grandes canções devem ser".

Quando perguntado sobre como é fazer uma tour com o Journey atualmente, Cain disse: "É uma honra. Temos 75 pessoas trabalhando muito para nós. Fica tudo pronto e nós só temos que aparecer lá, temos uma bela equipe que faz todo o trabalho pesado e isso torna as coisas muito fáceis. E a tecnologia é espetacular - os PA's são melhores, os pontos eletrônicos são uma bênção, as arenas tem som melhor, ficamos em bons hotéis, temos um avião. É bom. Ficamos longe de casa mas temos que levantar nossas âncoras...".

E não há como falar sobre o Journey sem mencionar a rusga entre Cain e Neal Schon. Sobre o assunto, o tecladista disse: "Acabamos de ensaiar por cinco dias. Acho que zeramos tudo um com o outro. Estou ansioso por uma grande tour com ele e com o resto dos caras. Estamos juntos há 38 anos. Sempre haverá algum problema. Eu não conheço nenhum casamento que não tenha tido seus problemas. Foi um mal-entendido e acredito que estamos prontos para seguir em frente".

Logicamente, falar sobre Steve Perry era inevitável e Cain foi perguntado sobre a possibilidade de tê-lo novamente como frontman do Jouney. Sobre isso, o tecladista disse: "Eu não sei. Você teria que perguntar a ele. Eu realmente não sei. Fiquei surpreso quando ele não apareceu na passagem de som no Rock And Roll Hall Of Fame. Ele recusou, mas eu o respeito e sua vida privada. E ele tem sido muito gracioso em autorizar todos os licenciamentos. Ele se mantém envolvido mantendo a marca tão excelente quanto possível, então eu o agradeço por isso. Ele é um cara de classe e mostrou isso na cerimônia de indução. Ele parecia feliz, saudável, e espero que ele continue a fazer música e a cantar, porque ele foi abençoado para fazer isso".

Bad English, circa 1991
E sobre um novo trabalho do Journey, Cain disse a banda começará a compor e "analisar a possibilidade, ver onde a inspiração nos leva". E finalizou afirmando: "Eu estou disposto a isso".

E então Cain foi questionado sobre a possibilidade de tocar novamente com o The Babys (que tinha John Waite e Ricky Phillips no lineup) ou Bad English novamente. A resposta foi curta e grossa: "Você teria que perguntar ao John Waite. Não posso falar mais nada. Ele sabe onde eu moro e eu sei que o The Babys se reformou e vai cair na estrada. Fico feliz em ver isso, mas temos muita coisa com o Journey agora".

sexta-feira, 18 de maio de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Nem só de tango vive a cena musical argentina, meus caros. E uma prova inegável disso é representada na figura do talentoso Charlie Giardina, baixista, vocalista e compositor que em 2011 debutou com a Flamedown, bela banda que lançou um ótimo trabalho de estréia e que, até o momento, permanece único. Giardina, entretanto, é nome bastante conhecido no cenário musical hermano, tendo participado de inúmeras tours com gente do calibre de Eric Martin e Bruce Kulick, entre outros tantos. E depois de muito prestar bons serviços a terceiros, finalmente ele apresenta seu primeiro trabalho solo, batizado "Dreamland", e que álbum é esse!!! Uma breve olhada na lista de músicos que acompanhou Giardina dá uma breve ideia da qualidade do material que o álbum traz, uma série de canções cuidadosamente construídas e com clara influência do Toto (especificamente da década de 90), mas não apenas. O resultado de tanta coisa boa reunida está muito acima da média.

O álbum abre com "Back To Life", uma dose cavalar de AOR com guitarras e baixo em primeiro plano, cuja base é pontuada por teclados ocasionais. Com backing vocals bem distribuídos e refrão explosivo, essa canção mostra a direção musical do álbum de maneira grandiosa, sendo merecedora de múltiplas audições, sem nenhuma moderação. Já "Don't Give Up The Hope" é uma balada envolvente, com base acústica de guitarra e piano que confere uma aura intimista e com sonoridade que me remete ao excelente "Tambu", álbum lançado pelo Toto em 1995. Uma vez mais, a qualidade transborda em outro grande momento do álbum, desde já merecedor de múltiplas e cuidadosas audições. E mantendo a sonoridade referente ao Toto em evidência temos "Feels Like Rain", um mid-pacer espetacular e que bem poderia ter figurado no tracklist de "Mindfields", um dos melhores trabalhos do Toto, lançado em 1999. A melodia elegante, as guitarras e piano bem colocados, o andamento bem cadenciado e o refrão marcante justificam as múltiplas audições de mais um grande momento do álbum. Essas três canções devem ser suficientes para convencer qualquer amante dos bons sons, mas ainda há mais.

"Reaching For The Sky" é outro mid-pacer espetacular, com guitarras que trafegam elegantemente pela base criada por baixo e bateria. Backing vocals precisos um refrão envolvente me fazem lembrar não apenas do Toto, mas também dos melhores momentos solo de Peter Cetera, circa 1988. Ouça em volume máximo e sem a menor moderação para tira suas conclusões. Em seguida temos a excelente "Time", rocker caprichado e que traz um baixo evidente em primeiro plano acompanhado por guitarras e piano, enquanto "Stop The World" traz uma sonoridade mais pesada, mas não menos melódica, e uma vez mais com claras referências aos bons sons do Toto no fim da década de 90. Dois grandes momentos do álbum que merecem múltiplas audições e volume máximo.

"Lift Away The Fear" é uma balada mergulhada no mais tradicional westcoast, com baixo assumindo a ponta e criando a base por onde surgem guitarras pontuais acompanhadas pela bateria discreta em segundo plano, enquanto a linda balada "Angels From Heaven" traz um arranjo mais contemporâneo e que me faz lembrar dos bons sons de Richard Marx, circa 1997, muito por conta da bateria e da guitarra acústica. Dois grandes momentos do álbum, merecedores de múltiplas audições e volume máximo, exatamente como acontece com "Blind Devotion" e "Underground", dois rockers com explícita influência do Toto mas muito diferentes entre si, com estruturas melódicas bastante diferentes entre si, um detalhe vital e que só faz recomendar múltiplas audições e volume máximo, como de costume.

O grande Charlie Giardina, circa 2018
Em resumo, caríssimas e caríssimos, Charlie Giardina deixa claro com "Dreamland" que a qualidade e aversão ao óbvio são características inerentes à sua música. Em seu primeiro álbum solo, o argentino mostra versatilidade não apenas como músico e intérprete, mas principalmente como compositor, criando canções envolventes e impactantes com a mesma desenvoltura, sem sacrificar, em momento algum, os detalhes que enriquecem a sonoridade que o caracteriza.  Se você busca qualidade e a saudável fuga do óbvio (seja em relação ao aspecto puramente musical ou àquela nociva compressão recorrente em quase tudo o que se ouve no cenário rocker atual), Charlie Giardina pode lhe surpreender de maneira singular com "Dreamland", um dos melhores álbuns que ouvi nos últimos anos.. Um belíssimo trabalho e que merece um lugar em sua coleção...

CHARLIE GIARDINA - Dreamland
Released independently on April 26th, 2018
Cat. # not available

Tracklist
01 Back To Life
02 Don't Give Up The Hope
03 Feels Like Rain
04 Reaching For The Sky
05 Time
06 Stop The World
07 Lift Away The Fear
08 Angels From Heaven
09 Blind Devotion
10 Underground

Musicians
Charlie Giardina: vocals, acoustic guitar, bass, programming
Guitars: Michael Thompson, Bruce Gaitsch, Javier Viñas, Silvio Furmanski, Alan Sosa, Ariel Colla
Bass: Leland Sklar, Jorge Casas
Keyboards: CJ Vanston, Guillermo De Medio, Leonel Duck
Drums: Herman Furin, Edu Giardina, Emiliano Gimenez
Programming: Guillermo De Medio
Backing vocals: Magnus Midelf, Edu Giardina, Richard Pittman, Novak Kneeland, Kristina Kay

quinta-feira, 17 de maio de 2018

ROMEO'S DAUGHTER QUASE SOFRE BAIXA

Craig Joiner, circa 2016
No ano em que seu clássico álbum de estréia completa 30 anos, os britânicos da Romeo's Daughter vêm anunciando que a banda trará novidades comemorativas para os fãs.

Mas a nota publicada ontem em sua rede social traia uma notícia assustadora.

O guitarrista Craig Joiner quase faleceu repentinamente há três semanas!!!

Leia a nota na íntegra: "Aos queridos fãs e amigos da Romeo's Daughter

Nós entendemos que vocês têm esperado ouvir novidades sobre a nossa tour do 30º aniversário, então sentimos a necessidade de lhes deixar saber porque não temos postado nada sobre isso já há algum tempo. Nosso maravilhoso amigo e companheiro de banda Craig Joiner teve um sério ataque cardíaco aliado a complicações por causa de uma pneumonia há três semanas, enquanto tocava com a banda Rhino's Revenge em Düsseldorf, na Alemanha.

Por sorte, ele etava próximo a um excelente hospital onde foi submetido a cirurgia imediatamente e admitido na UTI por 16 dias. Finalmente, ele foi liberado para voltar para casa no último Domingo. Como vocês podem imaginar, ele está muito fraco e necessita de muito tratamento e um longo período de recuperação, e por isso nós decidimos adiar nosso planos até que ele esteja plenamente recuperado e forte o suficiente para fazer a tour. Faremos planos para gravar novo material e remarcar shows em um futuro próximo e, é claro, os manteremos informados com as novidades que tivermos.

Sabemos o quanto vocês amam e admiram Craig, então por favor postem mensagens para ele, já que isso o fará sentir-se melhor! Muito obrigado a todos pelo apoio contínuo. Mal podemos esperar para vê-los todos novamente".

quarta-feira, 16 de maio de 2018

JOSH RAMOS DEIXA A HARDLINE

Gioeli e Ramos em ação com a Hardline, circa 2017
O veterano e ótimo guitarrista Josh Ramos anunciou oficialmente sua saída da Hardline.

Na verdade, sua saída já era especulada e comentada desde o mês passado, mas apenas agora Ramos se manifestou a respeito.

Mas o que chama a atenção é o tom em que o comunicado foi emitido.

A nota, postada em uma rede social, diz: "Eu gostaria de dizer que não me apresentarei mais com a Hardline devido ao típico drama e egos que continuam a amaldiçoar bandas. Eu gostaria de lhes avisar sobre isso caso vocês decidam ir aos shows esperando me ouvir tocar, e por uma questão de respeito, gostaria que vocês soubessem antecipadamente que isso não vai acontecer. Gostaria de agradecer aos meus fãs pelo apoio e espero que continuem a me apoiar em meus projetos futuros. Uma vez mais, muito obrigado. Amor a todos vocês...".

Pois bem, fica claro que a situação não é das melhores entre Ramos e Johnny Gioeli. Ainda, o prejuízo me parece ser mútuo, já que Ramos está perdido no limbo, enquanto a Hardline - atualmente em hiato enquanto Gioeli prepara seu álbum em conjunto com Deen Castronovo - perde um guitarrista de primeira linha.

Ramos integrou o lineup da Hardline de 2002 a 2016, não participando apenas de "Danger Zone" (2012), quando Thorsten Koehne (da Eden's Curse) assumiu a posição de guitarrista.

Vamos aguardar os próximos capítulos...

sexta-feira, 11 de maio de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

O britânico John Parr foi um dos grandes nomes do rock nos anos 80, tendo lançado dois ótimos álbuns em 1984 e 1986, além de ser nome frequente em várias trilhas sonoras. Compositor completo, Parr também escreveu material para gente como Roger Daltrey (seu maior sucesso nos Estados Unidos é de autoria de Parr), Romeo's Daughter, Seven, Tom Jones, Meatoaf e muitos outros. Com um estilo que aliava uma vertente pop com uma sonoridade rocker, Parr distinguia suas canções de tantas outras por conta de seu vocal, característica que mantém ainda hoje. Mas depois de seu último álbum lançado na década de 80, Parr levaria seis anos para retornar ao cenário e foi o excelente "Man With A Vision" que promoveu essa volta. A faixa-título foi eleita para ser o primeiro single promocional, e com muita justiça.

"Man With A Vision" é um rocker crescente e envolvente, com uma abundante base de teclados acompanhada por um baixo potente, bateria bem cadenciada e guitarras pontuais muito bem distribuídas. Os versos são contidos até o refrão, quando tudo avança para a linha de frente em uma explosão arrepiante de melodia, magistralmente impulsionada pelos certeiros vocais de Parr. Essa canção é de sua autoria mas foi gravada originalmente pelo Seven e é bastante interessante ouvir ambas como base de comparação. Seja como for, "Man With A Vision" é uma dose cavalar de bons sons e merece volume máximo e nenhuma moderação.

Já a linda "Forever's Not For Everyone" é uma balada que tem, uma vez mais teclados emoldurando o conjunto. Mas aqui, as guitarras ganham mais destaque e contam com a presença de metais pontuais em breves momentos que me fazem lembrar da fase 80s do Chicago. Na verdade, essa canção soa muito mais como o material que Parr gravou em 1986 do que qualquer outra coisa. Me agrada muito o andamento - soando quase como um mid-pacer - assim como a métrica, mas é a interpretação o ponto alto no conjunto. Aqui, John Parr explora seu vocal com maestria em uma canção absolutamente fantástica e que, assim sendo, merece sua absoluta e irrestrita atenção.

Finalmente, "Come Out Fightin'" é um rocker arrasador, onde bateria e guitarras assumem a linha de frente acompanhadas por um baixo volumoso. O andamento dinâmico ao longo dos versos e b-sections levam a um refrão explosivo - perfeito para o vocal de Parr - que fica ecoando na cabeça. O saxofone me lembra - e muito - a excelente "Two Hearts" (lançada em 1986 no clássico "Running The Endless Mile", resenhado aqui) e, de maneira geral, essa canção tem estrutura melódica bastante semelhante a muita coisa que Parr gravou na década anterior. Eis aqui mais um grande momento que merece volume máximo e janelas abertas.

John Parr, circa 1992
Em resumo,caríssimas e caríssimos, "Man With A Vision" mostra John Parr fazendo a transição entre duas décadas musicalmente distintas, mas com a mesma qualidade que caracteriza seus trabalhos. O curioso é que, em entrevista concedida a Get Ready To ROCK! em 2011, Parr revelou que todo o material do álbum "Man With A Vision" eram demos (!!!) que foram lançadas pela ausência de material mais recente na época. Isso explica o porque algumas das canções daquele álbum tem uma evidente aura oitentista. John Parr continua ativo (eu álbum mais recente, "The Mission", foi lançado em 2012), mas de maneira mais notável como compositor e produtor. De qualquer maneira, sé possível que você ainda não esteja familiarizados com os bons sons de John Parr, "Man With A Vision" é um ótimo cartão de visitas. Uma saudável dose de bons sons que merece, sem dúvida alguma. um lugar em sua coleção...

JOHN PARR - Man With A Vision CDS
Released in 1992 via Music For Nations
Cat. #CDKUT 144

Tracklist
01 Man With A Vision
02 Forever's Not For Everyone
03 Come Out Fightin'

Musicians
John Parr: vocals, guitars
Richard Cottle: keyboards, saxophone, programming
Paul Hodson: programming
Peter Goalby: guitars

quinta-feira, 10 de maio de 2018

PROJETO FIRST SIGNAL JÁ ESTÁ TRABALHANDO EM NOVO ÁLBUM

O grande Harry Hess, circa 2016
O produtor, compositor e músico Daniel Flores anda bastante ocupado.

Sempre encarregado de vários projetos, o sueco tem três no alto da lista: o aguardado novo álbum do Find Me (cujo terceiro álbum está pronto desde Outubro passado), o novo trabalho de Toby Hitchcock e também o novo álbum do First Signal, projeto encabeçado pelo grande Harry Hess.

Flores revelou que a banda será composta pelo guitarrista e vocalista Michael Palace e pelo próprio Flores (encarregado da bateria e teclados), com a adição do baixista Johan Niemann.

O álbum contará com composições assinadas pelo próprio Harry Hess, além do grande Carl Dixon (ex-Coney Hatch) e Hal Marabel (ex-Bad Habit), além dos já conhecidos Nigel Bailey, Ulrick Lönnqvist, Sören Kronqvist, Daniel Palmqvist, Morgan Jensen e Hendrik Hedström.

O novo trabalho será o terceiro do First Signal, sucedendo "First Signal" (de 2010) e "One Step Over The Line" (de 2016).

Vamos aguardar...

quarta-feira, 9 de maio de 2018

DOUG ALDRICH ABRE O JOGO SOBRE SUA SAÍDA DO WHITESNAKE

O grande Doug Aldrich, circa 2018
O talentoso Doug Aldrich integrou o Whitesnake entre 2002 e 2014. Nos 12 anos com a banda, o guitarrista gravou dois álbuns de estúdio (os ótimos "Good To Be Bad" e "Forevermore", lançados em 2008 e 2011, respectivamente) e participou de vários trabalhos ao vivo, incluindo "Made In Japan", de 2013.

Quando deixou a banda, Aldrich emitiu nota em que dizia querer passar mais tempo com a família e também que tinha vários compromissos previamente agendados e que, para cumprir todos e ainda continuar no Whitesnake, seria necessário um calendário mais flexível. "Infelizmente, meu calendário estava engessado", disse o guitarrista.

Mas em recente entrevista concedida a Mulatschag TV, o guitarrista revelou mais detalhes sobre sua saída do Whitesnake. E a coisa toda não se resumiu apenas a restrição de tempo.

Aldrich descreveu sua relação como David Coverdale como sendo "um jogo de xadrez", dizendo que o vocalista realmente o queria na banda, "mas eu lhe disse que não queria apenas tocar suas velhas canções. Eu queria criar material novo", disse.

O guitarrista continuou, dizendo: " E houve uma vez em que substituí Craig Goldy em uma tour com Dio e Ronnie me disse, 'Cara, eu quero você de volta na banda'. E de algum modo, isso acabou chegando a um site de rock e os caras postaram que eu estava voltando ao Dio. Então David me ligou dizendo, "Douglas, o que está acontecendo?' e eu disse'"Olha .D.C., o Ronnie me quer de volta. Eu estou com você, cara. Estou com você, mas temos que criar músicas novas, temos que compôr juntos e ver se conseguimos seguir em frente".

Aldrich ainda disse que trabalhou duro, levando várias canções para Coverdale ao longo dos anos. Segundo o guitarrista, Coverdale também lhe deu muito material para que fosse trabalhado. "Eu trabalhei muito nas ideias dele, para que soassem como eu achava que deveriam. E é por isso que me defendo quando dizem que Coverdale simplesmente me disse o que tocar. Nem fodendo, cara. Eu dei muito duro para manter o Whitesnake vivo".

No início de 2016, Adrich se juntou a The Dead Daisies e disse que, na nova banda, processo de composição era muito diferente do que acontecia na banda de Coverdale.

"A diferença é que, no Whitesnake, apenas eu e David éramos responsáveis por isso. Já com a Daisies, fazemos de maneira coletiva, como uma banda, à moda antiga, da maneira que deveria ser. Mas todos tem que querer fazer isso, não apenas pelo dinheiro. Então trabalhamos muito, todos juntos", disse.

Com a saída de Aldrich, Joel Hoekstra preencheu a vaga no Whitesnake.

terça-feira, 8 de maio de 2018

ÁLBUM CLÁSSICO DO DARE GANHA RELEITURA EM SEU 30º ANIVERSÁRIO

Arte da nova versão do álbum clássico do Dare
Os britânicos do Dare são bastante conhecidos no universo dos bons sons, com seus nove álbuns lançados entre 1988 e 2016.

Mas entre todo esse material, o clássico "Out Of The Silence" - seu álbum de estréia lançado em 1988 - se destaca de maneira maiúscula, com um conjunto de grandes canções perfeitamente produzidas - pelo veterano Mike Shipley - e irretocavelmente interpretadas e executadas.

Ao longo dos anos, a banda sofreu mudanças em seu lineup e também na sonoridade de seus álbuns, já que enveredaram por outros caminhos musicais que renderam álbuns bem bacanas... outros, nem tanto.

Mas agora, em pleno 2018, a banda anuncia "Out Of The Silence II", com o tracklist original todo regravado no estúdio do vocalista e tecladista Darren Wharton.

Com uma sonoridade mais pesada e mais crua do que a original, o Dare levará a nova versão do álbum pela Europa na nova tour que trá início no próximo dia 18, com um show no renomado Shepherd's Bush Empire, em Londres.

Não bastasse isso, a banda já está trabalhando em seu próximo álbum, que chegará às lojas já em 2019.

Sempre achei essa estratégia de releitura bastante arriscada e a história mostra que isso poucas vezes funcionou. Como a banda já revelou que a sonoridade está diferente, isso gera curiosidade e ansiedade na mesma medida.

Vamos aguardar e torcer pelo melhor...

segunda-feira, 7 de maio de 2018

AC/DC GRAVARÁ NOVO ÁLBUM COM AXL ROSE?

AC/DC com Axl Rose, circa 2016
Ainda não se sabe, mas... vai que...

Desde que o AC/DC completou a tour promocional do álbum "Rock Or Bust", em 2014, muita coisa aconteceu dentro da banda, incluindo a aposentadoria forçada e posterior falecimento do grande Malcolm Young, além das saídas dos veteranos Brian Johnson, do baterista Phil Rudd e do baixista Cliff Williams.

Logicamente, os fãs passaram a se perguntar se Angus Young seria suficiente para manter o legado da banda. Muitos, incluindo este que vos escreve, acreditam que o ideal seria pendurar a guitarra.

Agora, surge a notícia de que Angry Anderson, vocalista da Rose Tattoo, teria dito em uma entrevista concedida ao The Rockpit, que Angus teria revelado a intenção de ter Axl Rose como vocalista em um novo trabalho do AC/DC.

E a bomba caiu no colo do batera Chris Slade.

Em entrevista concedida a Duke TV, Slade foi questionado sobre a possibilidade da banda ter Axl nos vocais em um novo trabalho. A resposta foi direta: "Meus lábios estão fechados. E se eu soubesse, não poderia falar nada mesmo assim. O que eu costumo dizer é 'se eu te contar, terei que te matar'. O que, talvez, não seja de bom gosto. Receio que eu não possa começar a responder isso". 

Com Rose nos vocais, o AC/DC resgatou uma série de canções normalmente não incluídas em seu setlist nas tours européia e norte-americana, como "Given The Dog A Bone", "Rock 'N' Roll Damnation", "Riff Raff", "Touch Too Much" e"If You Want Blood (You've Got It)". entre outras.

CHICKENFOOT PODE VOLTAR À ATIVA

Michael Anthony, Chad Smith, Sammy Hagar  e Joe Satriani em ação no Chickenfoot, circa 2016 Pelo menos essa é a ideia de Joe Satriani ....