sexta-feira, 20 de abril de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Desde 1988 como frontman da House Of Lords e cultivando sua muito bacana carreira solo desde 1994, James Christian é um dos nomes mais conhecidos e respeitados no universo dos bons sons. Há cinco anos seu álbum mais recente era lançado mas hoje chega às lojas o aguardado "Craving", sua quarta empreitada solo e uma das mais interessantes. A versatilidade de Christian já é bem conhecida pelos vários projetos dos quais participou ao longo da carreira e também em alguns dos mais recentes álbuns da House Of Lords, mas em "Craving" ele expande seu horizonte em canções empolgantes e, em alguns momentos, surpreendentes.

A frenética "Heaven Is A Place In Hell" é um rocker maiúsculo, que apresenta alternância entre versos e refrão (detalhe que normalmente me incomoda, mas que aqui, por algum motivo, funciona muito bem). O andamento tem formato clássico, mas o refrão é tão  incendiário quanto pode ser e esse conjunto de qualidades faz dessa canção um dos destaques do álbum. Já "Wild Boys" é mais direta, partindo para o ataque sem longas introduções e apresentando teclados em primeiro plano acompanhados pela bateria e seus pedais duplos. Me agradam as viradas e o refrão empolgante, apesar de soar um pouco contido. Essa canção tem várias nuances e merece cuidadosas audições, pode acreditar. Enquanto isso, "Craving" se revela uma belíssima power ballad com base acústica e um baixo pesado, com refrão caprichado e uma interpretação matadora de Mr. Christian em outro destaque do álbum, merecedor de múltiplas audições desprovidas de qualquer tipo de moderação. E com uma desavergonhada aura AOR, "Jesus Wept" surge com uma melodia envolvente, onde teclados onipresentes fazem base para guitarras pontuais surgirem em meio a base de um baixo intermitente. Uma belíssima canção que, sem dúvida alguma. figura entre os grandes destaques do álbum.

Em seguida surge a surpreendente "World Of Possibility", uma balada com delicada base acústica e suaves camadas de teclados cuidadosamente distribuídos. Com arranjo envolvente, essa canção se aproxima do AC Pop de maneira evidente, mas ao contrário do que se possa pensar, ela soa absolutamente apropriada para Christian, que mostra sua já citada versatilidade como intérprete. Um grande momento do álbum e que merece sua total e irrestrita atenção. Entretanto, a matadora "Sidewinder" resgata a veia rocker de Christian nessa canção simples e direta, com guitarras e baixo dominando o cenário que se completa com uma bateria precisa. Mais um momento brilhante que merece sua total atenção, volume máximo e múltiplas audições. Mas "I Won't Cry" é uma canção com arranjo mais introspectivo, bem pontuado por uma bela linha de baixo ocasionalmente tocada por guitarras com aura blues muito bem colocadas e que se apresentam de maneira mais discreta ao longo da canção que tem um refrão tímido, mas marcante. Uma bela surpresa que figura entre os destaques do álbum. E Acredite, vale a pena insistir nessa canção se ela não lhe convencer logo de cara.

Com direção mais voltada ao AC Pop, a ótima "If There's A God" surge trazendo uma base acústica bem amarrada, com bateria marcada e baixo bem trabalhado. Vocais contidos e muito bem colocados dividem espaço com guitarras ocasionais em um arranjo simples e muito, muito eficiente. Uma vez mais, Christian desfila sua versatilidade em uma interpretação inesperada e muito bem-vinda, em outro belo momento do álbum com uma canção que não lembra em nada os trabalhos anteriores de James Christian. E com uma levada mais envolvente em um arranjo que equilibra peso e melodia temos a ótima "Love Is The Answer", um mid-pacer poderoso e com refrão impactante em mais um belo momento do álbum. E na reta final temos "Black Wasn't Black", um rocker contundente e centrado nas guitarras, com formato simples e eficiente, enquanto "Amen" é um mid-pacer que embrulha em papel de presente pop o que poderia ser um belo momento AOR, mas a mudança não depõe contra Christian (ainda mais se levarmos em conta outros momentos do álbum) e surge como uma boa surpresa para fechar o álbum.

James Christian, circa 2018
Em resumo, caríssimas e caríssimos, dizer que "Craving" é o trabalho mais variado de James Christian é quase uma redundância. Confesso que a possível falta de coesão me preocupava mas ao ouvir o álbum fica claro que ele experimentou com vertentes que poderiam ser bem descritas como "arriscadas" para um intérprete de hard rock/melodic rock. Mas o segredo em todos aqueles momentos é sua interpretação, sempre cuidadosa e precisa, de maneira a fazer com que tais canções se adaptem ao tracklist da maneira mais natural possível. Destoam do conjunto, sem dúvida, mas não soam deslocadas ou perdidas entre o material mais característico de Christian, fato que, a meu ver, agrega brilho ao álbum. Assim como aconteceu recentemente com a House Of Lords, James Christian se arrisca em áreas musicais por ele pouco exploradas, mas com cuidado e bom senso. O resultado pode não ser exatamente o que muitos esperam, mas não há como negar a qualidade evidente em cada novidade. Em uma época em que muitos insistem em receitas usadas por tanta gente, James Christian mostra - uma vez mais - que vale a pena investir naquilo que é menos óbvio. Desde que você tenha talento suficiente para bancar a aposta...

JAMES CHRISTIAN - Craving
Released on April 20th 2018, via Frontiers Records
Cat. #FR CD856

Tracklist
01 Heaven Is A Place In Hell
02 Wild Boys
03 Craving
04 Jesus Wept
05 World Of Possibility
06 Sidewinder
07 I Won't Cry
08 If There's A God
09 Love Is The Answer
10 Black Wasn't Black
11 Amen

Musicians
James Christian: vocals, acoustic guitar, backing vocals
Jimmy Bell: guitars on track 10
Clif Magness: all instruments on track 03
Tommy Denander: guitars, bass, keys on tracks 02/06/07/09
Billy Seidman: additional acoustic guitars
Josh Freese: drums on track 03
Pete Alpenborg: guitars and bass on track 04
Alessandro Del Vecchio: keyboards on track 04

quinta-feira, 19 de abril de 2018

PAUL STANLEY FALA SOBRE BANDAS EM ATIVIDADE SEM LINEUP ORIGINAL

O veterano Paul Stanley, circa 2018
Em recente entrevista concedida ao pessoal  da PureGrainAudio, o veterano Paul Stanley foi questionado se ainda há algo que ele espera do legado do Kiss.

Stanley foi direto ao dizer que não, pois segundo ele, "tudo já está acontecendo e tudo já aconteceu".

Mais adiante, o guitarrista e vocalista disse que não há recompensa maior do que ouvir outros músicos dizerem que "sem você, não haveria eu". E ainda, Stanley afirmou que esse tipo de declaração é uma espécie de validação de que o Kiss deveria seguir em frente, com ou sem ele.

Abordando o assunto que hoje é uma realidade em várias frentes e em muitos casos (de bandas que continuam ativas com alguns ou nenhum integrante original), Stanley foi categórico ao se posicionar favorável a esse modelo, dizendo: "Quando uma banda ou coisa parecida, como um time, dura 40 anos, 50 anos, a única maneira de continuar é evoluindo. Isso está direcionado aos integrantes, caso contrário, é impossível."

Stanley continuou: "Há bandas fazendo tours nesse momento com um ou nenhum integrante original e não tenho qualquer problema com isso porque essa situação não aconteceu do dia para a noite. Foi uma série de mudanças ao longo dos anos ou de décadas. Se alguém me dissesse 'Bem, não há nenhum integrante original em nenhuma das versões do Yes' eu diria 'Quem se importa?' Soa como Yes e o pedigree é do Yes, então é Yes? Sim."

Recentemente, Stanley reiterou sua crença de que o Kiss poderá, um dia, seguir em frente sem ele e Gene Simmons. "Acredito que o Kiss é um conceito, um ideal, é uma maneira de se apresentar e de dar algo à platéia e isso vai muito além de mim. Sou grande fã de mim mesmo. Acho que sou bom naquilo que faço, mas isso não quer dizer que não há ninguém lá fora que possa adicionar algo à banda. Não um clone, não alguém me copiando, mas eu fui influenciado por muita gente, então há pessoas que são influenciadas por mim."

O assunto é polêmico e existem exemplos onde essas mudanças funcionaram gloriosamente e outros onde o desastre foi vergonhoso. E falando especificamente do Kiss, eu jamais iria a um show da banda sem Stanley e Simmons.

Pior ainda é quando mais de um integrante cria sua própria versão da banda, o que raramente funciona e não apenas confunde os fãs, mas também acaba por desgastar tremendamente um nome - no caso, o da banda - antes respeitado.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

BREAKING NEWS

* O Walmart - a maior rede varejista dos Estados Unidos - não vai vender "God Damn Evil", novo álbum do Stryper, expressando preocupação com o título da obra. Outras cadeias varejistas  - mas com orientação cristã - já se pronunciaram contrárias à venda do álbum pelo mesmo motivo;

* Joe Perry revelou que o Aerosmith está, de fato, planejando uma tour comemorativa dos 50 anos de atividades da banda;

* "Stare At The Sun", clássico de Jon Butcher Axis originalmente lançado em 1983 ganhará sua primeira edição em CD em 25 de Maio, via Escape Music.

terça-feira, 17 de abril de 2018

INTEGRANTES DO DEF LEPPARD ESCOLHEM OS MELHORES ÁLBUNS DO DEF LEPPARD

Em recente entrevista concedida ao pessoal da Classic Rock, os integrantes do Def Leppard foram questionados sobre seus álbuns preferidos em sua própria discografia.

E o resultado é menos previsível do que se poderia imaginar.


Joe Elliott: "Uau! Quem é seu filho preferido? Essa é uma pergunta difícil! Eu tenho muito amor por 'Yeah!', nosso álbum de covers, porque aquelas canções são as da minha infância reunidas em um disco, e eu acho que no Def Leppard provamos - se não à ninguém, pelo menos à nós mesmos - que ainda podemos escrever boas canções e nos divertirmos criando músicas novas. Mas a lógica dita que, obviamente, 'Hysteria' é o álbum mais importante que já fizemos. Ele captura um momento que parece durar para sempre... e que dure ainda mais!"

Phil Collen: "'Hysteria'. Nós mudamos, de verdade, a maneira como a música soava no rádio. Mutt preencheu o espaço entre pop e rock. 'Pyromania' foi parecido com aquilo, mas com 'Hysteria' o efeito foi mais abrangente. E Mutt realmente merece o crédito. Ele nos levou além do limite dizendo: 'Isto é como a média. Mas nós precisamos ser excelentes. Havia um certo pioneirismo naquilo tudo. Você sabe, algo como os Stones, que eram uma banda de blues e, de repente, a banda que tocava 'Little Red Rooster' estava tocando 'You Can't Always Get What Yoy Want'. Eles embarcaram em algo totalmente diferente. Eu acredito que foi isso que aconteceu conosco. E isso mudou a maneira com que muita gente encarava o rock."

Rick Allen: "Minha opinião muda. Mas o que parece ser nosso álbum menos popular é o meu preferido, 'Slang', de 1996. Nós estávamos nos recuperando do estrago de toda a cena de Seattle e aquele álbum foi uma grande oportunidade para voltarmos ao básico. Não era tão polido e possivelmente soaríamos daquela maneira se não tivéssemos conhecido Mutt Lange."

Def Leppard, circa 2018: Allen, Collen,
Elliott, Campbell e Savage
Rick Savage: "Eu amei 'Pyromania' e como ele alinhou a banda, mas eu tenho que escolher 'Hysteria'. A qualidade e profundidade das canções... Quando você ouve qualquer uma daquelas canções no rádio, mesmo depois de tanto tempo, elas não soam datadas para um álbum de 1987."

Vivian Campbell: "Desde a minha época na banda eu acho que 'Songs From The Sparkle Lounge' foi o mais confortável para mim, porque foi muito fácil fazê-lo. Nós não o intelectualizamos. Frequentemente há um conceito que surge antes da música, você sabe, uma discussão sobre o tipo de álbum que queremos fazer. Mas com aquele álbum não nos preocupamos com isso. Minha teoria é que ele veio na linha do álbum de covers 'Yeah!', que era como pintar um desenho já pronto. E também me parece que havia a mesma ética e processo de pensamento a respeito."

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A REUNIÃO DO BON JOVI

Lineup original do Bon Jovi na cerimônia de indução
no Rock And Roll Hall Of Fame, no último Sábado
No último Sábado, o Rock And Roll Hall Of Fame realizou a cerimônia de indução de 2018 e o destaque foi, sem dúvida alguma, a breve reunião do lineup original do Bon Jovi. Jon Bon Jovi, Richie Sambora, Alec John Such, David Bryan e Tico Torres não dividiam o mesmo palco desde os dois shows em que Such tocou como convidado durante a "One Wild Night Tour", em 2001.

Ah, vale lembrar que Hugh McDonald estava presente. E com justiça.

Richie Sambora deixou a banda em 2013, durante a "Because We Can Tour", enquanto Alec John Such foi demitido em 1994, devido a suas fracas performances ao vivo.

"Eu estou muito orgulhoso de ser incluído com esses caras. Se eu escrevesse um livro, ele se chamaria 'The Best Time I Ever Had'", disse Sambora em seu discurso.

Já Jon Bon Jovi foi mais eloquente ao dirigir-se aos colegas de banda: "Eu tenho escrito esse discurso por muitos dias, de muitas maneiras. Alguns dias, é o discurso de agradecimento, outros dias é o discurso de fodam-se. É sobre o tempo... esse foi o tema do fim de semana. Eu agradeço minhas estrelas da sorte pelo tempo que passei com cada um de vocês. Nessa noite, a banda que concordou em me fazer um favor está perante vocês para que eu possa transformar esse sonho em realidade".

Depois da cerimônia, Jon Bon Jovi foi interpelado por um repórter que perguntou, obviamente, se Sambora estaria de volta ao Bon Jovi. "Eu acho que Richie tem sua própria carreira. Acho que você deve perguntar a ele", respondeu. Quando o fez, Sambora foi direto: "Se ele me convidar...".

Clicando aqui você encontra uma série de vídeos no Youtube com os discursos, apresentações, etc... .

Mas, por favor, assistam ao discurso de Jon Bon Jovi. É de arrepiar...

sexta-feira, 13 de abril de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Joseph Williams já era conhecido e respeitado no universo dos bons sons muito antes de tornar-se frontman do Toto, em 1986. Sua carreira solo havia começado quatro anos antes e ele já era um dos session musicians mais requisitados de Los Angeles. Mas depois de sua grandiosa passagem pelo Toto, Williams retomou a carreira solo - com um intervalo de 14 anos - com o belíssimo álbum "I Am Alive", cujo single de lançamento foi "Heroes". Não bastasse a qualidade das canções incluídas, o single trazia grandes nomes que conferiram não apenas brilho, mas muita qualidade ao que já era ótimo.

"Heroes" é uma balada construída em teclados e baixo em primeiro plano, constituindo uma base marcante, pontuada por guitarras precisamente distribuídas. A melodia é suave, envolvente, enquanto o refrão é contidamente explosivo, onde Williams desfila discretamente seu poderoso vocal. Os backing vocals complementam o conjunto e pode-se ouvir, de maneira distinta, as vozes de Bill Champlin e Jason Scheff na segunda parte da canção. Também me agrada muito o fade out, onde a guitarra ganha absoluto destaque, sendo acompanhada apenas pela bateria e por camadas de guitarras secundárias. Uma grande canção que merece sua absoluta e irrestrita atenção, em múltiplas e barulhentas audições.

"I Believe In You" é um rocker direcionado ao westcoast. Baixo e guitarra assumem a linha de frente, acompanhadas por uma base programada de percussão e uma bateria contida, que vai crescendo ao longo da canção. O refrão surge fácil e é tão explosivo quanto o westcoast permite. Uma vez mais, os backing vocals preenchem perfeitamente os poucos espaços que Mr. Williams deixa. Ainda, aqui Mr. Landau pôde desfilar com mais folga, criando o aspecto rocker que a canção engloba tão confortavelmente. Mais um grande momento, uma grande canção que merece múltiplas audições e nenhuma moderação.

Joseph Williams, circa 1996
Finalmente, "Heroes" retorna em formato instrumental porque o karaokê é uma mania nacional no Japão, e como esse single foi lançado exclusivamente naquele mercado, pareceu uma estratégia óbvia incluir a faixa-título sem vocais. 

O bacana dessa ideia é que esse formato lhe permite ouvir com mais cuidado e atenção o aspecto musical - propriamente dito - da canção. Muitos dos detalhes ouvidos aqui passam em branco na versão original e, por isso mesmo, essa faixa instrumental merece tantas audições quanto as outras no single.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, "Heroes" é um belíssimo single e que traz Joseph Williams em plena forma. Vale muito a pena ouvi-lo fora do ambiente do Toto, mesmo trazendo muito da sonoridade da banda para seu universo particular. Enquanto Williams é um compositor mais que respeitado, ele cercou-se de músicos de qualidade inquestionável para acompanhá-lo aqui e o resultado não poderia ser nada além de totalmente excelente. Se você curte o trabalho solo de Joseph Williams, sabe do que estou falando. mas se você ainda desconhece sua discografia solo, "Heroes" é um ótimo cartão de visitas e, sem dúvida alguma, é material mais que recomendado...

JOSEPH WILLIAMS - Heroes CDS
Released in 1996 via Kitty Records Japan
Cat. #KTDR - 2502

Tracklist
01 Heroes
02 I Believe In You
03 Heroes (Instrumental)

Musicians
Joseph Williams: vocals, drum programming, keyboards, backing vocals
Michael Landau: guitars
Joey Carbone: drum programming, keyboards
Jason Scheff: backing vocals
Bill Champlin: backing vocals
Amye Williams: backing vocals

quinta-feira, 12 de abril de 2018

GUITARRISTA DO SKID ROW DÁ RESPOSTA DEFINITIVA SOBRE A POSSIBILIDADE DE REUNIÃO DO SKID ROW

Dave "The Snake" Sabo, circa 2017
Em recente entrevista concedida a Q103 FM, Dave "The Snake" Sabo foi enfático ao decretar que não há nenhuma possibilidade de o lineup original do Skid Row se reunir.

"Não vai acontecer", disse Sabo, curto e grosso feito coice de porco.

"As pessoas casam e se separam. Algumas pessoas - poucas - acabam voltando para suas ex-mulheres. Eu não tenho nenhuma intenção de voltar para minha ex-mulher. Estou muito feliz no meu relacionamento atual", continuou o guitarrista.

Sabo foi em frente: "Veja, eu entendo, mesmo. E o ponto de vista dos fãs, eu entendo. Para mim, pessoalmente, e por uma variedade de razões particulares, estou onde quero estar... é aqui que todos queremos estar agora".

"Eu não faço isso pelo dinheiro; dinheiro nunca foi motivo entre nós. Então, se fosse pelo dinheiro, sei lá, ta;vez alguém aceitasse. Não que eu seja alérgico a dinheiro, estou muito feliz na atual situação./ E não quero soar desrespeitoso com ninguém, desejo o melhor a todos. Mas nesse momento na minha vida, nossa situação é o que funciona melhor para todos nós", disse Sabo em relação aos colegas de banda.

Sabo encerrou o assunto dizendo que "as pessoas querem algo que existiu há tempos atrás. Eu entendo, é claro que entendo. Mas isso não vai acontecer. E tenho dito isso há bastante tempo".

quarta-feira, 11 de abril de 2018

O REINADO DE DUAS DÉCADAS DO VAN HALEN NA BILLBOARD

Mesmo inativo, o Van Halen ainda impõe respeito
Você sabia que o Van Halen é detentor de um recorde na Billboard há mais de 20 anos?

Pois é, a banda tem o maior número de singles que chegaram a posição #1 na parada de execução de canções de rock mainstream da revista. Recentemente, a banda Three Day Grace igualou essa marca, mas será que conseguirá mantê-la por tanto tempo?

O Mainstream Rock Songs Chart foi criado em 21 de Março de 1981 e, menos de um ano depois, o Van Halen já emplacava "(Oh) Pretty Woman" no primeiro lugar. Outros 12 singles repetiriam a façanha e entre 1998 e Março passado, ninguém teve tantos singles na posição mais alta daquela lista.

Os singles são os seguintes:

01 "(Oh) Pretty Woman)", em 13/03/82
02 "Jump", em 21/01/84
03 "Why Can't This Be Love", em 05/04/86
04 "Black And Blue", em 04/06/88
05 "When It's Love", em 23/07/88
06 "Poundcake", em 15/06/91
07 "Runaround", em 10/08/91
08 "Top Of The World", em 26/10/91
09 "Won't Get Fooled Again", em 20/02/93
10 "Don't Tell Me (What Love Can Do)", em 21/01/95
11 "Humans Being", em 25/05/95
12 "Me Wise Magic", em 26/10/96
13 "Without You", em 07/03/98

E para ter a dimensão da grandeza desse recorde, o Van Halen se manteve sozinho na liderança por 20 anos e três semanas, exatamente. Período que também pode ser traduzido em 1.046.4 semanas ou 7.325 dias.

terça-feira, 10 de abril de 2018

BREAKING NEWS

* O Whitesnake lançará o primeiro single de seu novo álbum (já batizado de "Flesh & Blood") antes de sua tour, que começará em Junho. A canção escolhida foi "Shut Up & Kiss Me", cujo vídeo promocional foi filmado no dia 10 de Março;

* O Stryper acaba de lançar uma nova canção: "Lost" integra o tracklist de "God Damn Evil" - que chegará às lojas em 20 de Abril - e pode ser ouvida aqui;

* Lita Ford anunciou que lançará um single que será, em suas palavras, "uma surpresa para os fãs." A julgar pelos seus mais recentes trabalhos, essa notícia é de gerar medo nos amantes dos bons sons. A tal surpresa será revelada no dia 04 de Julho.

FRONTLINE GANHA RELANÇAMENTO HÁ MUITO AGUARDADO

"Heroes" ganhará lançamento internacional
A Frontline é uma daquelas bandas que tem uma discografia com vários belos álbuns, mas sem o reconhecimento que lhes era devido. Praticando um AOR polido e impulsionado pelos poderosos vocais de Stephan Kämmerer, a banda criou um nome respeitado dentro do universo dos bons.
E entre os tais belos álbuns está "Heroes" (já resenhado aqui), um excelente trabalho lançado em 1995 exclusivamente no mercado japonês - pela Teichiku Records Co. Ltd, já que sua gravadora européia havia falido logo após a gravação daquele álbum. 

Desde então, "Heroes" tem sido encontrado à venda por preços indecentes, para tristeza dos fãs que, se não aproveitaram para comprar o álbum na época de seu lançamento, se viram reféns dos altos preços praticados no mercado.

Mas essa realidade vai mudar a partir de 25 de Maio, quando a gravadora alemão AOR Heaven relançará "Heroes" em toda a sua majestade em edição limitada a 1000 cópias e todo remasterizado pelo guitarrista Robby Böbel.

O tracklist do álbum é o seguinte:

01 Our Love
02 Heroes
03 Moving Closer
04 Breaking My Heart Again
05 On The Run
06 Someone to Love
07 Sign Of Light
08 Pain Will Last Forever
09 Get To You
10 I Must Be Dreaming
11 All I Wanted
12 Tonight We Set
13 Man In Motion

Essa é uma daquelas oportunidades absolutamente imperdíveis para qualquer entusiasta do mais tradicional AOR europeu. E vale muito a pena, pode apostar...

segunda-feira, 9 de abril de 2018

RICHIE SAMBORA FALA SOBRE SUA BREVE VOLTA AO BON JOVI

A formação original do Bon Jovi, circa 1993
O grande Richie Sambora disse que tem sido maravilhoso ensaiar com seus ex-colegas de banda para a cerimônia de indução do Bon Jovi no Rock And Roll Hall Of Fame, que acontecerá no próximo Sábado, dia 14..

Para o encontro, a banda contará também com a presença do baixista Alec John Such, que se afastou (ou foi afastado, isso nunca foi esclarecido) do quinteto em 1993.

"Nós tocamos para milhões de pessoas por mais de 31 anos. Eu sinto falta disso? Não, mas as lembranças são as melhores. É ótimo ver todo mundo. Nós já ensaiamos e foi maravilhoso, não foi estranho. A química voltou rapidamente, já está alojada em nossa memória. Se você está na estrada fazendo shows e se apresentando por mais de 30 anos, o Hall Of Fame é apenas mais um ciclo... e é um dos bons, então lá vamos nós", disse Sambora em entrevista à Billboard.

Perguntado sobre como ele descobriu que o Bon Jovi seria incluído no Hall Of Fame, Sambora disse: "Haviam comentários que surgiram cerca de uma semana antes do anúncio oficial, e eu tentei não me empolgar com aquilo porque você nunca sabe. Nós já havíamos sido indicados antes - em 2011 -  e eu já tinha até tirado isso da cabeça porque fomos ignorados pelos chefões do Hall Of Fame até neste ano. Mas eu imaginei que, quem sabe um dia, eu fosse incluído. Talvez eu estivesse morto até lá, mas ainda seria incluído (risos)".

Deixando de lado os trabalhos que a banda lançou desde "Keep The Faith" (pessoalmente, o último álbum do Bon Jovi que me convenceu), a banda é muito merecedora de estar no tal Hall Of Fame. A primeira parte de sua carreira e o início da segunda gerou álbuns não apenas consistentes, mas também marcantes e de qualidade, assim como suas respectivas tours

E será muito bacana poder ver a formação original do Bon Jovi em ação novamente, coisa que muitos fãs da banda nunca tiveram a oportunidade de presenciar.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Desde 1988 como frontman da House Of Lords e cultivando sua muito bacana carreira solo desde 1994, James Christian é um dos nomes mais...